
Com o tempo a gente pensa que vai parar de doer. Que não vai senti falta, que com o tempo esquece, mas é engano. A gente sente mais. (vupm)

- Táxi… Táxi…
- Acho que não vamos conseguir chegar em casa.
- Não dá pra ficar pior, Gu.
- Não, não fala isso Sô. - E começa a chover.
Ela cai na gargalhada e simplesmente o abraço no meio de uma possa de lama.
- Eu disse para não dizer. - Diz Gustavo rindo.
- E agora?
- Eu… Eu não sei. Não sei nem onde estamos.
- Mas e agora?
- Eu não sei! - Diz ele rindo.
- Mas a gente vai morrer?
- Claro que não Sofia, bebeu? - Diz ele com uma cara sem entender nada.
Silêncio…
- Tô com frio.
- É… - Diz ele rindo. Afinal, era engraçado olhar Sofia com um livro na cabeça para se proteger da chuva.
- Sô…
- Oi, Gu.
- Aceita minha mochila para se proteger da chuva? Aceita meu casaco para não sentir frio? Aceita meu boné para não estragar seu livro? Aceita meu tênis para não sujar seu chinelo de lama? Aceita minha blusa, já que a sua está toda molhada? Aceita namorar comigo para ser minha?
Ela sorri. Não dava para perceber, mas estava chorando. Ele a abraça, e Sofia aceita o pedido.
- Sô…
- Oi amor.
- Depois me devolve me boné? Eu gosto muito dele.
- Babaca, te amo.
Ela o beija. ( Júlia. P-rotetora. )

Uns imploram o seu perdão por coisas que já se fez, uns te estendem a mão e outros cobram sua vez. Projota {C-D-D}